quarta-feira, 7 de março de 2012

Sorveteria das "Grórias"!

Não sei como  tem sido aí na região em que você mora caro leitor, mas aqui onde moro no interior do triângulo mineiro tem feito um calorzão de matar. Bom aqui em nossa cidade tem um segmento que tem lucrado muito por causas dessas intempéries: A soveteria! Principalmente os chamados "self-services". É batata! deu um calorzinho sequer pensamos logo num "gela-bucho"! Ah... é como são divertidas as incursões pelo self-service!  É um festival de cores e sabores, sabores esses que tem nomes super criativos e que tentam agradar gregos, troianos, atenienses e espartanos, saduceus, fariseus e herodianos! Morango, Chocolate, Kiwi,
sedução, céu azul, limão, milk-shake, napolitano, sensação, nega-maluca, capuccino, floresta-negra, banana-split, torta de chocolate, lácta, leite ninho, mamão, rapadura, flocos, brigadeiro, nata, bin ladden (sabor explosivo!), e muito, muuuitoo mais!    E os "acessórios" disponíveis para complementar sua delícia gelada? Jujuba, chocolate granulado, cobertura de morango/chocolate/bainilha, farinha temperada, chiclete... tudo isso para vir de encontro a satisfação total do cliente e garantir seu retorno no próxima lufada de ar quente que aparecer!

O triste mesmo galera, é observar que hoje em dia tem muitas igrejas agindo assim, como uma sorveteria self-service! Falta apenas colocar dois porteiros entregando uma "cumbuca"  e uma colherzinha na mão de todos visitantes, ou fixar um cartaz no exterior do templo com o cardápio....quer dizer, com o tema que é tratado nas sessões semanais das sorveterias....er ....digo templo.

As mensagens nos púlpitos deveriam apenas conter a pauta do dia: A verdade da palavra, a Bíblia! Mas voce sabe com a globalização, a competitividade do mercado, a lei da oferta e da procura temos que contextualizar, afinal não se pode ficar pra trás, temos que quebrar os paradigmas e não se deixar influenciar por meios arcaicos de preleção!

Chega um fariseu e diz: "Me vê duas bolas, uma de legalismo litúrgico, e outra de auto-suficiência!", saduceu: "O meu quero bem gelado, sem nada de paradas sobrenaturais", O espartano: "quero um com sabor de atenienses entre a platéia e eu no palco com cobertura", e por aí vai (o nobre leitor pode conjecturar a vontade!).

Quantos cristãos (cristãos?!?) tem buscado apenas ouvir pregações que se encaixam com o que eles querem ouvir, só vitória, ou coisas do tipo"vc nasceu para vencer", ou " Receba sua Hillux!" pregações que massageiam o ego, com o sabor de auto-ajuda. Quando não é de acordo com sua preferência pessoal, dizem: "Esse pregador não sabe pregar!", "Não tem unção!", "Não me sinto bem quando fulano prega! Já quando sicrano prega me sinto nas núvens!"

O mesmo acontece com as igrejas! Existem várias que adaptam suas doutrinas de maneiras totalmente avessa à palavras de Deus como dizimo de 5%, 3%, 1% (ficou parecendo liquidação da Ricardo Eletro!) entre outras aberrações.

Diante do exposto, independente do calorão que tiver, igreja não é sorveteria! A doutrina do Pai não é negociável. Quando a palavra ministrada é de Deus mesmo, pode muitas das vezes desagradar quem ouve, como Estevão (Atos 7) , como aconteceu ao nobre diácono, percebemos que aceitação da palavra ministrada não necessariamente indica que a palavra é inspirada por Deus.

CONCLUSÃO: A palavra ministrada nos púlpitos deve ter apenas um sabor: de MANÁ, ou seja vinda dos céus para a igreja!

Microscopicamente (João 3.30),

Walter Filho

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